Não, não sou amiga do Rei, nem quis ser. Talvez por isso tenha resolvido viver num país onde as diferenças sociais não são tão gritantes e se pensa que todos são iguais perante a lei. Formas de discriminação, rico e pobre, tudo isso sempre vai existir, a questão principal acho que é até onde isso vai. Entretanto, o ponto principal desde post é como é simples e recorrente o pensamento “vou para o Brasil”, quando passamos por alguma dificuldade aqua.
Meu mal humor chegou no limite, tive um brake dawn e no outro dia me senti melhor. É um mixto de sensações. Hora quero seguir, lutar, dar meu limite, outras horas penso que meu limite já chegou, que vou arrumar minhas malas, pegar meu Kiwi e ir pedir arrego na casa de papai. Trabalhando como louca como estou agora, ganhando uma miséria (o que sobra do faturamento é tão pouco que chega a preocupar) eu só penso na praia, tão pertinho da minha casa (casa dos meus pais, alias…) e na bonca que por lá eu posso (?) botar… “ah, não quero comer isso”, “não vou, tô com sono…”, etc.

Ok, ok, eu sei que a vida não é assim, por isso mesmo eu choro no chuveiro, mas tento manter o sorriso no rosto. Aliás, se você ver meu orkut, acha que a vida é um mar de rosas! “Aparências nada mais…”. Risos! Mas eu não gusto de falar de coisas ruins, quem me conhece e convive comigo sabe que eu sou alegre, espirituosa e que consigo rir da minha própria desgraça.
Um exemplo disso é que tive que trabalhar no domingo, depois de uma semana onde meu sábado de trabalho terminou as cinco da tarde. Tinha tanta papelada acumulada pela falta de tempo que resolvi vir no domingo para o escritório, colocar tudo em dia e começar a semana do zero. Foi assim que fiz e olha, até que deu um pouco certo.
Cheguei em casa deprimida, chorei, reclamei com namorido (porque vocês sabem, a culpa do que eu estou passando é totalmente DELE que não pode me sustentar com um certo glamour nessa minha fase difícil) e disse que se quando fizer um ano que eu abri a empresa (março do próximo ano) eu não estiver vivendo normalmente (com um dinheirinho básico para uns passeios de vez em quando e umas roupinhas legais, etc) eu vou para Passargada, digo, para o Brasil.
Ele argumentou, falou da crise do país, que não é uma coisa que está acontecendo comigo, mas uma situação generalized e tal… Não me convenceu. Teoria não pagam minhas contas, nem tampouco me proporcionam coisas que eu adoro como jantar for a… No dia seguinte cheguei em casa e tinha flores me esperando, bem como um jantar pronto (eu não tive que cozinhar, uau!) e o nosso banheiro estava lavado (nao tive tempo de lavar no fim de semana).
Ele disse que está comigo e que quer ajudar a fazer o que for preciso para estamos bem. Eu sei disso, só não sei se minha patience aguenta. E, assim, a vida segue em frente.
P.S: Thanks pelos e-mails e palavras de conforto!





